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Fiquei entusiasmada com aleitura do artigo e ansiosa para ler o livro. Achei interessantíssimo. Parece-me, sempre, que é preciso ser alguém alheio a nós que nos obriga a reconhecer o valor daqueles que nos ladeiam (ou ladearam). Os realizadores italianos firmados no índice, são-me todos familiares, cresci a ouvir falar deles e, quando mais "crescidinha" (década de 70), vi muitos dos seus filmes, portanto formaram o meu gosto e fazem parte integrante da minha cultura e imaginário. As Revistas indicadas, encontrei-as na Biblioteca do Círculo Cultural Scalabitano há meia dúzia de anos, tendo percebido que foi um centro de cinéfilos e de cineclubistas. Quanto aos nomes dos cineclubistas privei com dois dos nomes que aí surgem: Fernando Duarte (de Rio Maior, a viver na época em Santarém) e Manuel Alves Castela (de Santarém). Estes dois homens protagonizaram polémicas à volta do cineclubismo, escreveram sobre cinema nos jornais locais, foram dois dos responsáveis pela fuindação do Cine-Clube de Santarém, como secção do Círculo Cultural em 31 de Janeiro de 1955 e de forma autónoma em Novembro do mesmo ano. Ora, o primeiro conheci-o, ainda jovem, como Director da Comissão Executiva do Festival Internacional de Cinema de Santarém, onde estava também Manuel Alves Castela. E, este último, para além do meu pai que era muito seu amigo e companheiro de ideais, foi meu mestre dos livros, da música e do cinema quer através da frequência diária da Livraria Texto-Música, de Santarém, quer através do Cine-Clube de Santarém, onde assisti anos consecutivos às sessões das quintas-feiras, quer através do Festival Internacional de Cinema, onde prestei a colaboração possível face à idade (durante a década de Setenta) e onde assisti aos diálogos com realizadores além de ter assistido à exibição de filmes do neo-realismo italiano como Fellini, Pasolini, Antonioni, .... Aqui está a explicação para a minha curiosidade...

Publicado por Luísa Barbosa às 23h34 de 11 de abril de 2008

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