Notas

O Ciné-Club de Louis Delluc

No último post  reproduzimos a capa do n.º 3 do Journal du Ciné-Club,  publicação, que surgiria a 14 de Janeiro de 1920, por iniciativa de Louis Delluc e Charles de Vesme, entre outros, e a colaboração de Léon Moussinac. Ao que tudo indica, seria este Journal que levaria à criação do primeiro cineclube de que há conhecimento.

Para além de concursos para os melhores argumentos, fotografias e filmes exibidos, práticas já então correntes, o Journal teria a particularidade de, pela primeira vez, publicar os programas de todas as salas de cinema (seriam então cerca de 60), proporcionando ao público uma real possibilidade de escolha[1]. A redacção fazia questão de sublinhar que tinha a ambição de dirigir-se não aos distribuidores e exibidores, mas sim, pela primeira vez, aos espectadores[2]. A criação do «Ciné-club» a que se referia o título da publicação, seria, assim, segundo M. Tariol (biógrafo de Louis Delluc), uma estratégia de fidelização dos leitores a uma publicação que pretendia defender e legitimar o cinema como arte, já não junto dos profissionais do cinema, mas antes junto do público[3].

«Existe o “Touring Club”», lia-se no editorial do primeiro número do Journal, «é também preciso um Ciné-club». Como sugere Marcel Pelinq[4], a criação do Ciné-club, inseria-se, pois, num contexto em que a ascensão do que hoje designaríamos por cultura de massas, se tornava claramente perceptível, e em que o cinema começava a adquirir um predomínio nunca até então visto entre as preferências do público[5]. Charles de Vesme escreveria no mesmo editorial que «os apaixonados pelo cinematógrafo contam-se pelas dezenas de milhar, pertencendo a todos os países, a todas as classes, desde os mais intelectuais àqueles cuja cultura é mais rudimentar : eles exigem penetrar nos segredos mais recônditos da Arte Muda»[6]. Era pois necessário fazer com o cinema o que já se tinha feito com o desporto, o velocipedismo, o automóvel, a fotografia ou o turismo; tratava-se de «reunir em volta de uma elite e de profissionais servindo de quadros, todo um exército constituído pelo grande público apaixonado pelo cinema, numa época em que as massas têm um papel tão considerável e exercem em todas as áreas uma tão grande influência»[7].

A primeira sessão do Ciné-club, realizar-se-ia apenas a 12 de Junho de 1920, no cinema de La Pépinière, com a apresentação, pelo realizador de animação Emile Cohl, de alguns dos seus desenhos animados. Já antes, o encenador e realizador André Antoine apresentara uma conferência, com exibição de excertos de filmes, intitulada «Le cinéma d'hier, d'aujourd'hui et de demains»[8]. Depois desta primeira sessão, o Journal organizaria apenas mais duas sessões, com a apresentação de temas mais populares, revelando a necessidade sentida pela publicação de atrair um maior número de espectadores. A primeira, a 3 de Julho, contaria com as conferências «aimez-vous le cinéma americain?», apresentada pela actriz Berthe Bovy, e «Les aventures d’un auteur au cinéma», apresentada pelo escritor Marcel Nadau, argumentista de dois dos filmes mais populares do momento. Na segunda sessão, a 30 de Outubro de 1920, apresentar-se-ia apenas uma conferência, «De la scène à l’écran», por Valentin Tarault, um dos autores de revista então mais apreciados pelo público parisiense. Ao que tudo indica, nenhum filme seria exibido a acompanhar as conferências[9].

O Journal du Ciné-Club publicaria o seu último número a 11 de Fevereiro de 1921, anunciando que no quadro de uma nova série da publicação as sessões do Ciné-club seriam retomadas com mais regularidade[10]. Como veremos, num próximo post, o Journal du Ciné-Club, não voltaria a publicar-se, mas as sessões de carácter cineclubístico voltariam a ser organizadas no âmbito de uma nova publicação promovida por Louis Delluc: a revista Cinéa.

Adaptado da nossa dissertação de mestrado, intitulada As Origens do Movimento dos Cine-Clubes em Portugal, 1924-1955, que esperamos vir a publicar dentro em breve.



[1] A importância desta iniciativa explica-se pelo facto de, até então, os exibidores não publicitarem os programas das suas sessões. Os programas mudavam todas as semanas e temendo a competição, as salas guardavam-se de revelar com antecedência os filmes que iriam compor os seus programas. Sem informação, os espectadores limitar-se-iam, assim, a ir uma vez por semana ao cinema de bairro, sem saberem de antemão que filmes iriam ver. Seria neste Journal que, pela primeira vez, Delluc e Moussinac denunciariam esta situação, escrevendo, por exemplo, que «ir ao cinema sem conhecer o programa é como ir jantar a um restaurante sem conhecer o menu», ou perguntando-se o que se pensaria de alguém que declarasse ir ao teatro, «mas que não sabe se a peça é  phi-phi ou Hedda Gabler? É, no entanto, assim, que a maior parte dos parisienses vão ao cinema». Cf. Marcel Pelinq, «Naissance des Ciné-Clubs», Jeune Cinéma, 126, Avril-Mai, 1980, pp. 2-3. V. também Christophe Gauthier, La passion du cinéma : cinephiles, cine-clubs et salles specialisées a Paris, Paris, École des Chartes, 1999, pp. 38-40. Traduções nossas.
[2] Cf. Christophe Gauthier, op. cit., p. 32.
[3] M. Tariol, Louis Delluc, Paris, 1965, pp. 33-34, cit. in Christophe Gauthier, op. cit., p. 32. As outras estratégias de fidelização dos leitores passariam, entre outras iniciativas, pela organização de conferências acompanhadas de projecções de excertos de filmes, tratando da história do cinema, do seu aperfeiçoamento, dos seus aspectos artísticos e dos seus fins sociais e educativos, pela promoção de cursos de aprendizagem da técnica cinematográfica onde se realizariam filmes de amadores, e pela criação de uma secção de correio dos leitores.
[4] Cf. Marcel Pelinq, op. cit., p. 1.
[5] Cf. Christian-Marc Bosséno, «Répertoire du grand écran », in La Culture Masse en France de la Belle Époque à aujourd’hui., Paris, Fayard, 2002.
[6] Charles Vesme, «Ce que peut être le club» (éditorial), Journal du Ciné-Club, 1, 14 Janvier 1920, pp. 2-3, cit. in Marcel Pelinq, op. cit., p. 1. Tradução nossa.
[7] Id., ibid. Tradução nossa.
[8] Cf. Christophe Gauthier, op. cit., pp. 43-44. Segundo Gauthier, esta conferência, em que Antoine tentava contar a história do cinema pela palavra e pelo documento, constituiria um marco decisivo no tratamento histórico do cinema, ao chamar pela primeira vez a atenção para a necessidade urgente de se proceder à salvaguarda e preservação dos filmes para estudo futuro, uma vez que nem as distribuidoras, nem as produtoras guardavam colecções dos seus próprios filmes.
[9] Cf. Christophe Gauthier, op. cit., pp. 344-345 e Marcel Pelinq, op. cit., p. 2.
[10] Christophe Gauthier, op. cit, p. 57.

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Le Journal du Ciné-Club

Le Journal du Ciné-Club

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O primeiro cine-clube?

Phono-ciné-gazetteAparentemente, e ao contrário do que se pensa, o termo cine-clube não terá sido criado por Louis Delluc, em 1920, mas sim, em 1907, por Edmond Benoît-Levy, director da revista Phono-Ciné-Gazette, uma revista surgida em 1905 com título Phono-Gazette, mas que poucos meses depois passaria a incluir a referência ao cinema no seu título (como se pode verificar na imagem ao lado).
Seria nesta revista que, a 14 de Abril de 1907, Benoît-Levy anunciaria a criação do primeiro «ciné-club».

Este novo «clube»[1], teria sede no cinema Omnia, a primeira grande sala sedentária de cinema de Paris, inaugurada a 14 de Dezembro de 1906, no Boulevard Montmartre, número 5[2].

Sala Omnia-PathéPara além das projecções nesta sala (ver imagem ao lado, com data de Outubro de 1907), o clube proposto por Benoît-Levy oferecia aos seus sócios um local de reunião, uma biblioteca, um boletim oficial do cine-clube, e propunha-se, muito particularmente, «travailler au développement et au progrès du cinématographe à tous les points de vue», proibindo-se, no entanto, todo o tipo de discussão política ou religiosa[3].

Aparentemente, apesar do dinamismo de Benoît-Levy, um propagador infatigável dos valores republicanos e laicos, do cinema e do conhecimento científico[4], nenhuma das propostas relativas a este primeiro cine-clube se concretizariam, dando antes os seus esforços lugar à criação de uma associação corporativa, em Fevereiro de 1911, com o nome de Association française du Cinématographe[5].
Seria preciso esperar por 1920, para que o termo voltasse a surgir na imprensa da especialidade, com a publicação, a 14 de Janeiro de 1920, por Louis Delluc, Charles de Vesme, Georges Denola e a colaboração de Léon Moussinac, de Le Journal du ciné-club. Voltaremos a esta revista e aos seus fundadores num próximo post.


[1] Laurent Mannoni, «Ciné-Clubs et Clubs», Virmaux, Alain et Odette (dir.), Dictionnaire du cinéma mondial, Paris, Editions du Rocher, 1994, pp. 170-175.
[2] A sala, de que Benoît-Levy era proprietário, fora concebida como uma luxuosa e confortável sala de teatro, para atrair um público que se desejava burguês, numa altura em que, como vimos, o cinema era maioritariamente um espectáculo de feira, e tornar-se-ia no protótipo da rede de salas Omnia, uma filial da companhia Pathé, acabando mesmo por se tornar na sede da Sociedade Omnia-Pathé.
[3] Laurent Mannoni, «Ciné-Clubs et Clubs», Virmaux, Alain et Odette (dir.), Dictionnaire du cinéma mondial, Paris, Editions du Rocher, 1994, p. 170.
[4] Veja-se a quantidade incrível de iniciativas relacionadas com o cinema, e não só, a que Edmond Benoît-Levy esteve ligado ao longo da sua vida, na biografia elaborada por Valérie Vignaux e disponível no site da associação Les Indépendants du 1er Siècle. Cf. Les Indépendants du 1er Siècle. [em linha] s.d. [Consultado a 24 de Janeiro de 2006]. Disponível em http://www.lips.org/bio_benoitlevy.asp.
[5] Cf. Christophe Gauthier, La passion du cinéma: cinephiles, cine-clubs et salles specialisées a Paris, Paris, École des Chartes, 1999, p. 25.

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François Truffaut e José Ernesto de Sousa

Reproduz-se aqui uma fotografia de um jantar realizado em 1963, pouco depois de Ernesto de Sousa ter sido preso pela PIDE, em Vilar Formoso, quando se dirigia de comboio para Paris. O pretexto para a detenção foi uma entrevista ao jornal francês Témoignage Chrétien em que, a propósito do filme D. Roberto, Ernesto de Sousa criticava duramente o regime salazarista.
 

O Movimento dos Cineclubes - Truffaut e Ernesto de Sousa

 
Na fotografia reconhecem-se, frente-a-frente, José Ernesto de Sousa e François Truffaut, um dos muitos realizadores e críticos de cinema a assinar uma petição, dirigida a Salazar, pedindo a libertação do realizador e do cineclubista Arnaldo Aboim, preso na mesma altura (fonte-Triplov).

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Cineclubes, cinema e comunismo durante a Guerra Fria

No passado dia 5, realizou-se, em Paris, no Institut National de l’Histoire de l’Art, uma reunião aberta entre os investigadores em estudos cinematográficos da Universidade de Paris I - Panthéon Sorbonne, para troca de informações sobre as suas investigações.

Dada a influência da cultura cinematográfica francesa e a importância que a Federação Internacional de Cineclubes, então presidida pelo crítico de cinema comunista George Sadoul, teria nas origens do movimentos dos cineclubes em Portugal, destacamos a intervenção de Pauline Gallinari (Doutoranda em História – Paris I) sobre o tema «cinéma et communisme à l'heure de la guerre froide (1945-1966) : Le cas français », cujo resumo apresentamos de seguida.

«Cinéma et communisme à l'heure de la guerre froide (1945-1966) : Le cas français ».

Réflexion autour des liens entre le Parti Communiste Français (ainsi que les différents organismes en rapport avec celui-ci) et le cinéma. Analyse du « système » de production et de diffusion singulier initié par le PCF. Exposition et mise en perspective des structures de production et des réseaux de diffusion réalisés par le Parti, se plaçant en dehors des circuits classiques et commerciaux. Retour sur les productions militantes du PCF et questionnement à partir de cette tentative de communication politique touchant à une forme propagandiste du film. Interrogation sur l'aspect « internationaliste » de cette entreprise, les directives soviétiques s'attachant à une « politique cinématographique » générale diffusée par le PCF, et l'utilisation par ce dernier des « films de l'Est » pour étoffer leur propre catalogue.

Infelizmente, não há qualquer desenvolvimento desta intervenção on-line. Seria, no entanto, interessante perceber melhor o envolvimento do PCF na constituição, por exemplo, da Federação Internacional de Cineclubes, e as mais do que prováveis — e, nalguns casos, documentalmente comprováveis—, relações com o movimento dos cineclubes em Portugal.

Está prevista a apresentação de uma comunicação da mesma autora, com o título «Le cinéma soviétique en France à l’heure de la Guerre froide (1947-1953)», no colóquio internacional «De la diplomatie culturelle à l’acculturation : Les relations culturelles internationales au XXème siècle», a realizar na Université de Versailles – Saint-Quentin-en-Yvelines, entre 11 e 13 de Maio de 2006. Daqui até lá, esperamos poder acrescentar alguns contributos à história das relações entre o movimento comunista, os cineclubes e o cinema.

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ABC Cine-Clube

                          O Movimento dos Cineclubes - ABC Cinec Clube de Lisboa

Por lapso, induzido pelo documento que reproduzíamos, afirmámos, num último post, que quando foi criado o Cine-Clube Imagem não existia qualquer outro cineclube em Lisboa.

Na verdade, tinha acabado de ser criado o ABC Cineclube de Lisboa, poucos meses antes do Cine-Clube Imagem, tendo aquele já organizado duas sessões cinematográficas quando este último levou a cabo a sua primeira sessão.

Feita a correcção, deixamos algumas informações mais detalhadas sobre o início deste cineclube, agradecendo desde já quaisquer outras informações que sobre ele nos façam chegar. 

 

ABC Cine-Clube de Lisboa 

Data de fundação: 14 de Abril de 1951

Grupo fundador:

Carlos Carvalho
António de Meneses, Alfredo Moreira, Alexandre Chaveiro, Manuel Neves, Daniel Antunes, Raul Boaventura, Rui Marques e Mário Alves.

Colaboradores posteriores:

A. Videira Santos, Humberto Coutinho, Paulo Ventura, Orestes Sequeira Carneiro, Roldão Santos, Rodrigues Neves, Alberto Seixas Santos, Manuel Batoreu.

Programação (primeiras sessões)

1. ª Sessão – 14.04.51 (21h30, Casa do Algarve, Sessão «A Música no Cinema») – Céu Doirado (Blue Skies, 1946), Stuart Heisler.

Palestra do Maestro Jolly Braga Santos.

2. ª Sessão  – 19.06.51 (21h30, Estrela «Hall» - Ciclo de Cinema Britânico) – Retrato de família (A Family Portrait, 1950), Humphrey Jennings

Grandes Esperanças (Great Expectations, 1946), David Lean

Palestra de Armando Aragão 

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Apelo aos cineclubes

Por sugestão de Ana Soares, a quem desde já agradeço a referência n' O Charme Discreto da Bloguesia, lanço aqui um apelo aos cineclubes.

Embora estivesse, desde o início, previsto o desenvolvimento de uma ficha por cineclube (nesta página), com os contactos, endereço de websites, endereço físico, etc., data de legalização,  a indicação das suas primeiras sessões e das salas onde eram exibidas, assim como dos seus membros fundadores (com o tempo, o ideal seria mesmo publicar a constituição de todos os corpos eleitos e toda a programação de cada um destes cineclubes), por falta de tempo ainda não o conseguimos fazer para nenhum (pior ainda, nem sequer conseguimos afixar nenhuma informação sobre o mais antigo, e ainda em plena actividade, cineclube do País, o Cineclube do Porto, que serviria de modelo e referência para todos os surgiriam depois, injustiça que esperamos reparar em breve!).

Daí que lancemos este desafio aos cineclubes: o de contribuírem eles próprios para a elaboração destas fichas, enviando os elementos atrás referidos e outros que lhes pareçam ser interessantes e que julguem não dever ficar no esquecimento.

Tentaremos num próximo post escrever acerca da importância de se realizarem entrevistas a antigos dirigentes cineclubistas ou simplesmentedar algumas sugestóes para a recolha dos seus depoimentos.

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Belcine, Clube de Cinema da Parede

Fundado na Parede, em finais de 1943, por António Luís Vaquinhas, Sebastião Fernandes Peixoto e Artur Dias Luís (com o apoio financeiro de Armando Vaquinhas, tio de A. L. Vaquinhas), o Belcine, com sede provisória na vivenda «Maria Julieta», onde teria sala de projecção própria e equipamento de filmagens, não esconderia, inicialmente, tratar-se de um clube de cinema de amadores.

Disputaria, no entanto, com o Clube Português de Cinematografia, do Porto, o título de mais antigo cineclube português, no sentido que mais tarde lhes viria a ser dado pela Federação Internacional de Cineclubes. De facto, também este clube viria a organizar sessões cinematográficas para os seus sócios, tendo a sua primeira sessão tido lugar na sede da revista Cinema de Amadores, na mesma data em que Clube Português de Cinematografia levava a cabo a sua primeira sessão, tendo ambas sido o apoiadas pela distribuidora Pathé Baby, Lda.

Para além da sede da revista Cinema de Amadores, o Belcine organizaria sessões no Instituto da Sagrada Família, no Salão de Festas do jornal O Século, na SNBA e, depois, até à sua extinção, provavelmente no início de 1949, no cinema Condes.

Apesar da sua importância nas origens do movimento cineclubista, sabe-se muito pouco acerca deste clube, pelo que se agradece qualquer informação que sobre ele nos possa ser dada.

Membros Fundadores  

Grupo fundador em 1943:

António Luís Vaquinhas, Sebastião Fernandes Peixoto e Artur Dias Luís

(Com o apoio financeiro de Armando RodriguesVaquinhas, tio de A. L. Vaquinhas)

Corpos gerentes eleitos no 1.º semestre de 1945

Direcção

João Baptista Jacquet, Sebastião Fernandes Peixoto, Rodolfo Cerqueira, Tomás Mendonça Alves, Jorge Pinto dos Santos e António Lopes Nogueira

Conselho Fiscal

Redondo Júnior, Edmundo Gomes Tomé, Eurico Nunes, Guilherme Rebelo de Andrade, Hermenegildo Peres, Rui Rebelo de Andrade.

Assembleia Geral

José António Ribeiro Soares, João França, Armando Vaquinhas, Augusto Fraga

Corpos gerentes eleitos no 1.º semestre de 1947 (13 de Abril de 1947)

Direcção

João Baptista Jacquet (presidente), Sebastião Fernandes Peixoto (vice-presidente), José Manuel Simões de Sousa (tesoureiro), Jorge Pelaio (1.º secretário), Jorge Santos (2.º secretário), António Luís Vaquinhas e Rodolfo Cerqueira (vogais).

Conselho Fiscal

Dr. João Boto de Carvalho, Augusto Fraga, Artur Agostinho, Santos Mendes, Rui Melo e Monte Pegado Garcia.

Assembleia Geral

Armando Rodrigues Vaquinhas (presidente), Humberto Lima Alves, (vice-presidente), Alberto de Serpa Corte-Real (1.º secretário), Arquitecto Mateus Júnior (2.º secretário),

 

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O movimento dos cineclubes: relação de clubes, 1945-1965

O Movimento dos Cineclubes - Portugal Cine ClubistaJunto publica-se uma relação provisória dos cineclubes criados entre 1945 e 1965, com a indicação, sempre que conhecida, da sua data de criação (a ordem pela qual são apresentados é, no entanto, alfabética e não cronológica).
São, ao todo, 68 clubes criados no período áureo do movimento dos cineclubes. De todos eles tentaremos apresentar uma pequena ficha descritiva na secção «Cineclubes» que se encontra na barra lateral esquerda do blogue, pelo que agradecemos, desde já, todo e qualquer contributo para a sua elaboração.
Faltam ainda, é certo, os poucos cineclubes criados nos anos 20 e 30, e os que viriam a ser criados de 1965 aos nossos dias. A seu tempo, e com a colaboração dos leitores, esperamos também vir a dar notícias de todos eles.






Cineclubes

1. ABC Cine Clube, 1951, 14 de Abril

2. Belcine, Clube de Cinema da Parede, 1943

3. Centro Cultural de Cinema (Lisboa), 1956

4. Centro de Estudos Cinematográficos (Secção da AAC), 1947 (?)

5. Cine Clube Católico, 1958

6. Cine-Clube de Abrantes, 1960

7. Cine Clube de Aveiro, 1955, 11 de Março

8. Cine Clube do Barreiro, 1960, 29 de Janeiro

9. Cine Clube da Beira (Moçambique), 1956, 4 de Fevereiro

10. Cine Clube de Beja, 1957

11. Cine Clube de Benguela (Angola), 1956

12. Cine Clube da Boavista (Porto), 1959

13. Cine Clube do Bombarral, 1959, 24 5 de Março

14. Cine Clube de Braga, 1955, 29 de Março

15. Cine Clube das Caldas da Rainha (Conjunto Cénico Caldense), 1959, 12 de Agosto

16. Cine Clube de Castelo Branco, 1955, 19 de Janeiro

17. Cine Clube de Coimbra (Clube de Cinema de), 1949, 2 de Abril

18. Cine Clube da Covilhã (Secção de Cinema do Orfeão de Covilhã), 1958

19. Cine Clube de Elvas, 1966

20. Cine Clube de Espinho, 1956

21. Cine Clube de Estremoz, 1954, 2 de Abril

22. Cine Clube de Faro, 1956, 6 de Abril

23. Cine Clube da Figueira de Foz, 1956, 19 de Maio

24. Cine Clube do Funchal, 1959, 5 de Abril

25. Cine Clube de Guimarães, 1958, 12 de Maio

26. Cine Clube do Huambo (Nova Lisboa, Angola), 1956, 20 de Junho

27. Cine Clube de Leiria (Clube de Cinema de), 1956

28. Cine Clube do Lobito (Angola), 1958, de Fevereiro

29. Cine Clube de Lourenço Marques (Moçambique), 1957

30. Cine Clube de Luanda (Angola), 1957

31. Cine Clube de Moçâmedes (Angola), 1957

32. Cine Clube de Moura, 1959, 4 de Maio

33. Cine Clube de Nampula (Moçambique), 1962

34. Cine Clube de Odemira, 1964, 26 de Dezembro

35. Cine Clube de Olhão, 1956

36. Cine Clube de Oliveira de Azeméis, 1955, 31 de Janeiro

37. Cine Clube de Portimão, 1959

38. Cine Clube de Portalegre (?)

39. Cine Clube do Porto, 1947

40. Cine Clube da Povoa de Varzim (Secção do Clube Desportivo da Póvoa do Varzim), 1957

41. Cine Clube da Procuradoria dos Estudantes Ultramarinos (Círculo de Cinema), 1960

42. Cine Clube de Quelimane (Moçambique), 1958, 4 de Julho

43. Cine Clube de Régua (Clube de Cinema de), 1958, 16 de Dezembro

44. Cine Clube de Rio Maior, 1952, 24 de Julho

45. Cine Clube de Sã da Bandeira (Huíla, Angola), 1958, 4 de Fevereiro

46. Cine Clube de Santarém, 1955, 9 de Dezembro

47. Cine Clube de Santiago do Cacem, 1958, 25 de Novembro

48. Cine Clube de Setúbal, 1956, 25 de Março

49. Cine Clube de Torres Novas, 1960, 26 de Fevereiro

50. Cine Clube de Torres Vedras, 1957

51. Cine Clube de Tortosendo, 1956, 26 de Junho

52. Cine Clube do Uíge (Angola), 1962

53. Cine Clube de Vale de Cambra, 1955, Outubro

54. Cine Clube de Viana de Castelo, 1955, 23 de Maio

55. Cine Clube de Vila do Conde (Secção do Clube Fluvial Vila Condense), 1959, 11 de Março

56. Cine Clube de Vila Real de Santo António, 1955, 22 de Março

57. Cine Clube de Viseu, 1955, 16 de Dezembro

58. Cine Clube Imagem, 1952, 14 de Abril

59. Cine Clube Universitário de Lisboa (IST), 1952, 13 de Março

60. Cineforum do Funchal, 1966

61. Círculo de Cinema de Lisboa, 1947

62. Círculo de Cultura Cinematográfica de Coimbra, 1947

63. Clube Português de Cinematografia, 1945, 13 de Abril

64. Clube Universitário de Cinema do Porto, 1959, 11 de Março (irregularmente desde 1954)

65. Lusocine de Lisboa, 1947 (?)

66. Núcleo de Cinema de Algés, 1960

67. Núcleo de Cinema de Oeiras, 1960

68. Secção de Cinema do Círculo Cultural Escalabitano, 1955, 2 de Março

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